Correção da visão a laser: uma visão mais nítida pode estar mais perto do que você imagina

A correção da visão a laser evoluiu de forma significativa nas últimas décadas e hoje é uma alternativa consolidada para reduzir a dependência de óculos e lentes de contato. No Brasil, técnicas modernas e protocolos rigorosos de segurança tornaram o procedimento mais previsível. Entenda como funciona, quem pode se beneficiar, quais técnicas existem, como é a recuperação e quais riscos considerar.

Correção da visão a laser: uma visão mais nítida pode estar mais perto do que você imagina

A correção da visão a laser vem ganhando espaço como opção para pessoas com miopia, hipermetropia e astigmatismo que desejam reduzir a dependência de óculos e lentes. Embora seja um procedimento consolidado, a decisão deve ser tomada com base em avaliação personalizada, expectativas realistas e compreensão clara dos riscos e cuidados envolvidos. A seguir, explicamos o essencial para ajudar você a discutir o tema com um especialista em sua área no Brasil.

O que é a correção da visão a laser e como funciona?

A cirurgia refrativa a laser remodela a córnea para alterar seu poder de foco, permitindo que a luz se projete corretamente na retina. Em termos práticos, o laser remove camadas micrométricas do tecido corneano com alta precisão, corrigindo o erro refrativo. Antes do procedimento, exames como topografia e tomografia de córnea, paquimetria e análise de lágrima avaliam espessura, curvatura e estabilidade refracional. A elegibilidade depende da anatomia corneana, da saúde ocular e da estabilidade do grau.

O procedimento costuma ser rápido e utiliza anestesia tópica (colírios). Em técnicas com “flap” corneano, um disco ultrafino é levantado para aplicação do laser; em outras, a superfície é tratada diretamente. A escolha técnica influencia recuperação, conforto e tempo de retorno às atividades. Em todos os casos, seguir o plano cirúrgico e as orientações de pós-operatório é determinante para um bom resultado visual.

Quem pode se beneficiar no Brasil?

Em geral, adultos com grau estável por pelo menos 12 meses e córneas saudáveis são potenciais candidatos. Pessoas com miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo dentro de limites compatíveis com a espessura corneana podem ser consideradas. A avaliação pré-operatória inclui histórico de uso de lentes de contato, sintomas de olho seco, alergias e hábitos de vida. Profissões e atividades esportivas também entram na análise, pois podem orientar a técnica mais adequada.

Há situações em que a cirurgia refrativa não é recomendada ou exige cautela, como em casos suspeitos de ceratocone, córneas muito finas, doenças oculares ativas, algumas doenças autoimunes, gravidez ou lactação, e refração instável. Para quem tem presbiopia (vista cansada) após os 40–45 anos, podem ser discutidas estratégias como monovisão ou combinações com outras soluções, sempre considerando os prós e contras funcionais no dia a dia.

Técnicas de cirurgia ocular a laser disponíveis

As técnicas mais utilizadas incluem PRK (ou superfície), LASIK, FemtoLASIK e SMILE. A PRK remove o epitélio da córnea para aplicar o laser na superfície, geralmente com recuperação visual mais gradual e desconforto inicial maior, porém sem criação de “flap”. O LASIK cria um “flap” com lâmina especial; o laser é aplicado no estroma corneano e o “flap” é reposicionado, proporcionando recuperação visual mais rápida para muitos pacientes.

O FemtoLASIK substitui a lâmina por um laser de femtossegundo para criar o “flap”, trazendo previsibilidade geométrica. Já o SMILE realiza um microcorte para retirar um lentículo interno, sem “flap” clássico, o que pode reduzir o impacto na biomecânica corneana em alguns perfis. A escolha depende da anatomia ocular, do grau, do estilo de vida e da avaliação do cirurgião, que considerará segurança, estabilidade e qualidade visual esperada.

Recuperação e cuidados após o procedimento

Logo após a cirurgia, é comum notar visão embaçada, sensibilidade à luz e sensação de corpo estranho, que tendem a melhorar nos primeiros dias. Em técnicas com “flap”, muitas pessoas relatam melhora mais rápida, enquanto na PRK o processo visual amadurece ao longo de semanas. O uso correto de colírios antibióticos e anti-inflamatórios, lubrificantes e a proteção dos olhos durante o sono são fundamentais nos primeiros dias.

Cuidados habituais incluem evitar coçar os olhos, não praticar natação ou atividades aquáticas por um período indicado pelo médico, usar óculos escuros ao ar livre e suspender maquiagem ocular até liberação. Telas e leitura prolongada podem exigir pausas para conforto visual. As consultas de acompanhamento avaliam cicatrização, estabilidade da refração e olho seco. Retomar exercícios e direção é decidido caso a caso, conforme técnica empregada e evolução clínica.

Riscos e considerações importantes

Como todo procedimento médico, a correção a laser envolve riscos. Entre os possíveis eventos estão olho seco temporário, halos e ofuscamento em ambientes escuros, sub ou hipercorreção, regressão do grau, inflamação e, raramente, infecção ou ectasia (afinamento e deformação progressiva da córnea). A seleção criteriosa de candidatos e o planejamento cirúrgico individualizado reduzem riscos, mas não os eliminam.

Outro ponto crucial são as expectativas. Embora muitas pessoas alcancem boa acuidade sem óculos, resultados variam conforme o grau inicial, a cicatrização e fatores pessoais. Em alguns casos, pode ser necessária uma pequena correção residual com óculos para tarefas específicas ou, eventualmente, um retoque cirúrgico quando indicado. Avaliar custos, logística das consultas e disponibilidade de serviços locais no Brasil ajuda no planejamento global do tratamento.

Conclusão A cirurgia refrativa a laser reúne avanços tecnológicos que podem oferecer maior independência de óculos e lentes a candidatos adequados. O caminho passa por uma avaliação oftalmológica completa, compreensão das técnicas e de seus prós e contras, e adesão rigorosa aos cuidados pós-operatórios. Informação de qualidade e expectativas realistas são a base para uma decisão segura e alinhada ao que é mais importante para a sua rotina visual.

Este artigo é para fins informativos e não deve ser considerado aconselhamento médico. Procure um profissional de saúde qualificado para orientações e tratamento personalizados.